Primeiro Capitulo de Demônios em Alcantú

22 de fevereiro de 2011

Após um bocado de trabalho, finalmente estou começando a enviar os originais de D.A. para alguns editoras. Estou com os dedos cruzados para que tudo de certo, mas agora que tudo está concluído é enviar e esperar. Perseverança e Esperança. É isso ai que conta.
Pra não deixar tudo parado trago hoje o primeiro capitulo pra ir alimentando as lombrigas daqueles que acompanham o Blog e esperam ansiosos mais novidades dos Demônios em Alcantú. Espero que curtam...




CAPÍTULO 01

A lua cheia brilhava intensamente quando ele atravessou os portões do pequeno cemitério da cidade de Alcantú no interior de Mato Grosso do Sul. O cemitério ficava na saída da cidade e era rodeado por grandes árvores que deixavam o portão imerso em uma densa escuridão impedindo qualquer morador, que estivesse acordado naquele horário, de ver quando ele, sorrateiramente, se esgueirasse para dentro do campo santo.
Ele cruzou o portão lentamente. Usava um longo sobretudo negro e um capuz que só deixava transparecer os olhos vermelho-rubro que brilhava na escuridão. Que ser seria aquele? Um assombroso silêncio se mantinha, exceto pelo barulho que a bota daquele estranho sujeito fazia quando se movimentava pelas pequenas pedras espalhadas no chão do cemitério. Ele se movia lentamente, mas ainda assim o barulho o incomodava. Pensava que algum humano inútil poderia ouvir e vir bisbilhotar o que estava acontecendo. Já estava atrasado e sabia que não precisava de um impasse como esse.
Após alguns minutos avistou o que procurava. Um antigo mausoléu bem ao fundo do cemitério, talvez o túmulo mais antigo daquele lugar onde os corpos jaziam eternamente, provavelmente o mais antigo da região. Aumentou o passo e, assim aumentou também o barulho da bota contra as pedras. Estava atrasado e a lua já havia alcançado o ponto mais alto do céu. O vento agora soprava forte, balançando as árvores fortemente e dando um tom ainda mais sobrenatural para aquele lugar.
Deu mais um passo. O barulho da bota o incomodou mais uma vez. Olhou para o chão. Por que tinham que colocar aquelas coisas ali? Deu um único salto e parou diante do mausoléu. Não queria usar seus poderes malditos. Logo teria que realizar um ritual dos grandes. Não queria ninguém ali antes que as coisas estivessem prontas.
O estranho sujeito deu uma volta no mausoléu analisando-o por inteiro. Era tão simples e parecia tão frágil. Como uma coisa tão comum como aquela podia conter um mal tão grande? Parou diante da porta. Tentou abri-la. Realmente estava muito bem trancada. Se não fosse pelo ritual que logo seria realizado, talvez nada fosse capaz de abri-la.
Retirou um pequeno embrulho do bolso com sal. Sal era essencial para o ritual que iria realizar. Despejando o sal em uma das mãos ele traçou um circulo com uma estrela de cinco pontas diante do mausoléu.
O vento soprou mais forte.
 Ele ergueu as mãos em direção a lua. Nunca havia feito aquilo, mas havia sido bem instruído. Não haveria problemas. Tudo iria correr muito bem.
Quando abaixou as mãos, dois corpos saíram do chão. Ambos muito bem amarrados com grossas correntes prateadas que brilhavam sob a lua cheia.
O silêncio do cemitério fora quebrado por um dos corpos que chorava baixinho. O estranho sujeito virou a cabeça, encarando o corpo que jazia no chão completamente acorrentado. Era parte fundamental do ritual. Tinha que se conformar com isso.
— Cala-te! – a voz fria e doce do estranho sujeito se espalhou pelo cemitério ganhando mais volume no vazio.
O corpo silenciou-se. Sabia que se insistisse em continuar os planos destinados para aquela noite sabia, também, que teriam que serem realizados um pouco mais cedo que o planejado. O silêncio voltou a reinar no cemitério de Alcantú. O sujeito agitou as mãos no ar e duas tochas se acenderam próximas ao mausoléu iluminando a estrela de cinco pontas de sal que ele havia desenhado poucos minutos atrás.
Ele estendeu uma mão no ar e empunhou uma foice de quase dois metros. Cortou o ar formando uma cruz de ponta cabeça, murmurou:
— Espíritos Malditos que jazem aprisionados no inferno. Ouçam o meu clamor!
O vento soprou mais forte. A lua agora brilhava em seu maior resplendor. O momento exato era aquele, ele não tinha dúvidas.
A porta do mausoléu tremeu levemente. Eles haviam ouvido.
— O mundo dos humanos á muito não presenciava tamanho mal como o que habita no coração de vós. Escutai o meu clamor e Libertem- se!
A porta do mausoléu abriu ferozmente. Um rugido feroz se espalhou pelo ar.
O estranho sujeito empunhou sua foice e a girou no ar decepando a cabeça dos dois corpos que estavam acorrentados ao seu lado. As cabeças rolaram para longe e os corpos caíram a sua frente. O sangue escorria lentamente em direção ao círculo. Nada aconteceu.
O sujeito já esperava que isso acontecesse. Eles não seriam libertados facilmente.
Aos poucos, o sangue que escorria dos corpos misturava-se ao sal transformando o círculo, com a estrela de cinco pontas, em uma grande marca vermelho-escarlate brilhando na escuridão do cemitério.
O vento soprava mais forte agora. Grossas nuvens anunciavam a vinda de uma grande chuva bloqueando o brilho da lua. O cemitério agora estava mergulhado em uma profunda escuridão. A estrela de cinco pontas vermelho-escarlate ainda brilhava e mais uma vez a fria voz do estranho sujeito espalhou-se pelo ar:
— Tomai como sacrifício o sangue daqueles que espalham a morte pelos quatro cantos da terra.
Silêncio.
Um grande tremor. O sujeito se afastou temendo o que aconteceria a seguir.
Silêncio novamente.
Então, finalmente... Cinco vultos cruzaram a porta do mausoléu que se fechou com extrema violência logo em seguida. Estava feito. O ritual havia chegado ao fim. O terror finalmente recomeçaria e o mundo jamais seria o mesmo.
O estranho homem usou seus dons mais uma vez e com um único salto estava em cima do muro e segundos depois desapareceu. Sua missão chegara ao fim.


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Por hoje é isso galera... Em breve novas informações sobre o mundo dos demônios que assombram a pequena cidade de Alcantú. Um grande abraço
J. Henrique

Comentários 1 Comentário:

Adrielli disse...

Mtoooo bommm! To loca pra ler o livro! Não vejo a hora...

16 de maio de 2011 16:33

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